Nota da L4 Capital sobre acusações da Lupatech (LUPA3)

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Nota da L4 Capital em resposta à Lupatech (LUPA3)

Em resposta ao comunicado divulgado pela Lupatech S.A. no dia 22 de agosto de 2025, a L4 Capital vem a público reafirmar seu compromisso com a ética, a legalidade e as boas práticas de governança corporativa – valores que sempre pautaram sua atuação e de seus sócios-fundadores no mercado brasileiro, e informa que:

  1. Atuamos como investidores ativistas com um único objetivo: contribuir para a recuperação e valorização de empresas brasileiras por meio de melhorias em governança, gestão e estrutura financeira. Quando executivos e conselheiros que deveriam estar comprometidos com o resgate de valor para seus acionistas recorrem a comunicados maquinais, hostis, com acusações injustas e que não se fundamentam na verdade, contra acionistas minoritários que propõe mudanças na gestão da empresa, isso apenas reforça nossa convicção de que estamos no caminho certo e que venceremos mais essa disputa.
  2. O ativismo acionário promovido pela L4 Capital encontra respaldo direto na Lei nº 6.404/1976, que assegura aos acionistas o direito de influenciar a gestão da companhia por meio de Assembleias Gerais Extraordinárias, bem como na Resolução CVM nº 44/2021, que reforça a exigência de transparência na divulgação de informações relevantes ao mercado. Nossos laudos e análises, inclusive o “Laudo de Avaliação LUPA3”, arquivados na Apimec, seguem rigorosamente os padrões éticos previstos no Código dos Analistas. Diversos estudos científicos comprovam que o ativismo de investidores tende a elevar o valor das companhias, beneficiando todos os acionistas. Esse é o foco da L4 Capital: fortalecer empresas e criar valor sustentável para o mercado.
  3. Embora tenha havido um acordo de confidencialidade com a Lupatech para explorar uma eventual parceria, não houve prestação de serviços, proposta formal, nem vínculo comercial ativo.  O Termo de Confidencialidade mencionado foi firmado apenas para possibilitar a eventual apresentação de um terceiro interessado (Cruz de Malta) em estruturar operações com a companhia. A negociação foi abandonada há mais de um ano.
  4. Portanto, é absolutamente infundada e irresponsável a acusação de uso indevido de informações confidenciais. A própria Lupatech reconheceu publicamente, em sua teleconferência de resultados do 1T25 (no dia 15/05/2025), a qualidade técnica e a INDEPENDÊNCIA do laudo da L4 Capital, inclusive com elogios ao nosso trabalho. Vale salientar que o laudo foi divulgado no dia 24/03/2025.
  5. No dia 20/05/2025, a Lupatech solicitou reunião formal para discutir nossa abordagem de ativismo (imagem abaixo). Ao longo de diversas conversas, o presidente do Conselho foi informado de que minoritários estudavam a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
Convite de reunião a pedido da Lupatech, no dia 20/05/2025.

6. Vejamos o que o senhor Rafael Gorenstein disse sobre o laudo no dia 15/05/2025, na teleconferência de resultados do 1T2025:Sobre o famoso laudo. Esse laudo chegou pra a gente por mais de um caminho, tá? Várias pessoas encaminharam esse laudo para a gente, de forma geral, pedindo opinião. Eu li o laudo. Não é todo dia que aparece um laudo desse sobre a companhia. Não me cabe fazer juízo de valor sobre o conteúdo dele, que foi o que as pessoas queriam saber. Se o laudo está certo, se é aquilo mesmo, como é que é. Não posso falar sobre a ‘acuracidade’ dele, senão estaria dando algum tipo de guidance. O que eu posso dizer é que me pareceu um trabalho bem-feito, com uma qualidade técnica boa. Tem muitos dos pontos que a companhia tem em execução que estão mencionados ali. Além disso, a questão de elogiar o trabalho. Notoriamente é um trabalho de qualidade. Preciso agradecer porque quem fez esse trabalho se debruçou e gastou tempo em cima da companhia. Todo o trabalho que é feito em prol de analisar e debater a companhia tem que ser bem-vindo. Seja ele positivo ou negativo, ele é merecedor de atenção e crédito. Agradecer à empresa que preparou esse material pelo trabalho realizado que foi feito independente da companhia (NESTE MOMENTO HOUVE UM CORTE NO VÍDEO ARQUIVADO NO SITE DA COMPANHIA)…

Print da tela da teleconferência de resultados da Lupatech, no dia 15/05/2025, em que Rafael Gorenstein elogiou o laudo da L4 Capital.

A fala começa aos 39’48”: https://lupatech.globalri.com.br/upload/files/4048_GMT20250515-113041_Recording_1920x1080-rf30.mp4

7. Curiosamente, somente agora, 3 meses após os elogios públicos, que negam o uso de informação privada, 5 meses após a divulgação do laudo, e no mesmo dia em que a companhia recusou formalmente o pedido de instauração da AGE, sem especificar o real motivo, para deliberar sobre a destituição do atual Conselho de Administração, surgem essas acusações. Isso nos leva a crer que se trata de uma manobra deliberada para desviar a atenção e ganhar tempo na disputa de votos que está em curso.

8. É importante ressaltar que diversas comunicações relativas à AGE foram feitas com cópia para a CVM e para a B3, de forma transparente e conforme prevê a regulação vigente – vide o exemplo de email abaixo datado de 20/08/2025, 2 dias antes das infundadas e graves acusações que foram feitas pela Lupatech, contra a L4 Capital:

Email da L4 Capital, com cópia para a CVM e B3, sobre instauração da AGE da Lupatech.

9. Quanto à alegação de que a L4 Capital estaria buscando se beneficiar comercialmente por meio de carteiras administradas, esclarecemos que os investidores minoritários que aderiram ao projeto de ativismo passaram a ser clientes da Avantgarde Asset Management sem qualquer remuneração envolvida.

10. Essa estrutura foi adotada apenas para viabilizar, de maneira legítima e organizada, a disputa de votos em assembleia (“proxy contest”) – algo amplamente praticado há décadas em mercados desenvolvidos e que vem crescendo no Brasil como instrumento para melhorar a governança de empresas de capital aberto. Apesar de não ter havido contraprestação pecuniária, não há nenhuma restrição legal, moral ou ética para cobrar os clientes – porém reforçamos que este não foi o caso, apenas para destacar mais uma mentira contada no comunicado ao mercado divulgado na última sexta-feira pela Lupatech.

Extrato do contrato de carteira administrada para o projeto de ativismo contra a Lupatech, sem cobrar remuneração dos participantes.
Parte do contrato que fala sobre a remuneração

11. A L4 Capital e os acionistas minoritários da Lupatech tentaram, sim, construir uma composição com o atual Conselho, mas nos deparamos com interesses conflitantes e resistências internas, que colocam em dúvida o comprometimento da atual gestão com a recuperação da companhia. Exemplo disso, com informações públicas e fáceis de se acessar, é o acúmulo de funções pelo atual CEO, Rafael Gorenstein, que também atua como Diretor de Relações com Investidores e conselheiro – estrutura que desrespeita as práticas mais básicas de governança corporativa.

12. Temos convicção de que a atuação da L4 Capital se deu, e continuará se dando, de maneira técnica, transparente e dentro dos mais elevados padrões éticos e legais. Temos orgulho de contar com uma equipe de profissionais com histórico ilibado, passagens por outras casas de renome no Brasil e no exterior, e que dedicam sua expertise a construir valor para empresas, acionistas e o mercado como um todo.

13. Se diretores e conselheiros da Lupatech alegam que houve qualquer conduta ilegal, que apresentem as provas, em fato relevante, e não por meio de insinuações vagas e pouco responsáveis. Estamos tranquilos com relação a isso, porque essas provas simplesmente não existem.

14. O que existe, isso sim, é uma demonstração de resistência da atual gestão às práticas de ativismo moderno e independente, o que pode indicar desalinhamento com os interesses dos acionistas.

15. Independentemente de qualquer ameaça de processo ou tentativa de nos intimidar judicialmente, nós, junto a outros acionistas minoritários, seguiremos trabalhando por uma Lupatech mais transparente, profissional e eficiente, porque a empresa e seus acionistas merecem isso.

    L4 Capital

    São Paulo, 25/08/2025

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